quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Aos 3 anos.

mundão- mundinho
livrão-livrinho
coração-coracinho

"- deixa de graça!" ; dizia minha mamãe.... E eu ria, [com uma boa gargalhada] sabendo do que ela me falava.




obrigada, dona Débora.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

II- Chanson


A Aurora, que conhecia Chanson até a última linha de pauta, percebeu haver algo estranho pairando por dentro dele. Seu som que era de sempre o mais audível, parecia naquela manhã, um mio de gato solto-acanhado.
Sempre que Chanson dava sua música, e de bom grado recebiam, nascia mais notas na sua cabeça, e o menino esbanjava, de então, uma vasta cabeleira musical. Mas, como Aurora percebeu,- e Chanson fazia-se notar- o menino vinha ficando calvo e amuado, com música lenta e simples[ nos bons dias, eram bem compostas, aliás.]
Então, Aurora ficou preocupada demais. Ela precisava de toda pompa para chegar todos os dias. Chanson estava com semblante de ai-meu-deus, e mal apreciava a amiga[que se apresentava de raiar], mas ele não conseguia prestar atenção. Nada adiantava.
No dia seguinte Aurora deu lugar a Chuva-triste, e Chanson se sentiu cheio de culpa. As trovoadas riam curto e fino dos cabelos ralos, que diminuíam rapidamente, em Chanson.
O menino continuava refletindo se dava nota ou não para alguém que passasse por perto, mas desistiu muitas vezes- porque nos dias chuvosos as pessoas parecem mais pra dentro do que pra fora- , e Chanson fazia cara de não-saber quando lembrava que precisava trazer Aurora de volta.