domingo, 12 de setembro de 2010

sem unha e saudades.

Tenho acordado cedo, e as coisas sempre ficam muito confusas. Quando estou faminta ou sonolenta fico assim: meio a beira de um ataque. Sim, eu pareço um Tamagoshi. A questão é que tudo parece ser mais intenso e toma proporções muito maiores do que como elas são ou estão. Mas dessa vez, eu juro que estava me sentindo bem. Apesar da rotina desgastante eu estava bem, e o dia parecia promissor, até eu prender o dedo na porta da condução. Chorei involuntariamente.

Agora, meu dedo está roxo, e minha unha ao que parece, vai cair. Você deve fazer idéia de como um machucadinho desses deve doer. E eu simplesmente fico abismada de como uma coisinha dessas possa mexer tanto com o meu dia-a-dia. Com uma unha prestes a cair você não pode lavar a cabeça direito, porque como ensaboar os cabelos e esfregar o couro cabeludo sem forçar a unha? Você não pode tocar violão. Você também não pode digitar com rapidez. Você não pode tentar abrir o pote de geléia. Você não pode segurar a mão do namorado(pq por mair amável que ele seja, ele pode sem querer fazer com que a unha saia, e isso pode criar um problema de relacionamento, rs!). Você não pode lavar roupa, nem louça. Você precisa ter muito cuidado com outras batitas ao andar pela rua. Você não pode passar a folha do livro, nem do jornal, nem da revista......vc fica limitado.

senti falta dos meus amigos, hoje.

Tenho ouvido Postcad From Italy como se não houvesse amanhã, rs!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

super-homem

Todos os dias seu fazer era nada. Chegava ao escritório, ajeitava o porta-retrato, e mexia nos papéis. Tomava o café e voltava, sentando-se e escrevendo documentos. Entre pensamentos tornava a esvaziar sua mente de todo nada possível, mas nunca conseguia, assombrado por pensar na rotação da terra, por preocupar os grãos de areia do sapato, por achar que desarrumou o universo [com seu espirro], e se perguntar se Deus estaria com frio numa manhã que despertara, especialmente gelada.
Achava incomum a cenoura amolecer e o ovo endurecer, os dois em água fervente. E se importava comumente com a cotação do dólar, ou com altas e baixas, na bolsa de valores,- seu trabalho.
Um dia fraquejou de olhar uma gota de sangue, que pingara do dedo machucado, e cismou que sangue tinha um cheiro forte, que nem o de uma barra de ferro enferrujada, e acrescentou ter um paladar e um olfato diferenciados; disse saber o gosto de pedra, e o gosto de madeira, sem nunca ter provado nenhum dos dois.
Achava grandioso ver os aviões decolando, e rezava para que não caíssem quando passavam por cima dele. Se espantava com besouros, e quando se via perto dos outros, se achava alguém cansativamente normal.

terça-feira, 15 de junho de 2010

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Tinha uma menina de uns 78 anos. Ela morava num lugar onde as pessoas diziam "oi, tudo bem?", e íam, com seus sorrisos amassados. Ela respondia "oi, tudo sim e vc?", mas não dava tempo. Um dia ela morreu sozinha, e ninguém percebeu.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Terror de Te amar


Terror de te amar
Sophia de Mello Breyner Andresen

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa

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sábado, 6 de março de 2010

despertando alvoradas.

Hoje me fiz menina despertadora de Alvoradas. Resolvi que ía acordar tudo/todos(pedra, passarinho, meu pai, rs!), para levantar ao Criador uma bela canção de Bom-dia! Um obrigada, às 5h da manhã, público, e gracioso( de graça, de não pagar) para quem quisesse/quiser me acompanhar!

" Acorde, minha alma! Acordem harpa e lira!
Vou despertar a alvorada!
Eu te louvarei, ó Senhor,
entre as nações;
cantarei Teus louvores entre os povos.
Pois o teu amor é tão grande
que alcança os céus;
a tua fidelidade vai até as nuvens.

Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus!
Sobre toda a terra esteja a tua glória!"

Sl 57:8-11
(meu coração está firme! E eu vou cantar várias coisas bonitas.)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

telha ferreira

desde quando me bati com a literatura do Manoel de Barros, passei a me simpatizar mais com meus sobrenomes: sou uma telha ferreira,- isso me coisifica.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Aos 3 anos.

mundão- mundinho
livrão-livrinho
coração-coracinho

"- deixa de graça!" ; dizia minha mamãe.... E eu ria, [com uma boa gargalhada] sabendo do que ela me falava.




obrigada, dona Débora.