quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Desafios

Esse é o tempo de um dos maiores desafios da minha vida....afinal, estar casada com 24 anos, não é só vestir uma roupa bonita num dia ensolarado num sítio, com mobiles mágicos de origamis. Estar casada com 24 significa lutar pra construir junto com ele todo o resto da minha vida. É lutar pra fazer dos dias cinzentos contraste bonito com as "cores alegres e vivas". Sinto a alegria de passar os dias mais doces da minha juventude; mas ao mesmo tempo sinto o medo pelo futuro desconhecido pra gente; dos problemas de sermos um casal muito jovem sem experiência de vida para encarar as adversidades.

Então, ouvi numa música, " quando eu já sei o que eu não sei, Te escutar", e lembrei o que é o "Amor que lança fora todo o medo".  Sim, temos medo! Somos gente de carne, osso, e pensamentos contraditórios, sentimentos confusos...mas nessa condição, quando percebemos a presença, a companhia e o carinho de Deus, vemos de forma muito profunda que não estamos sozinhos, que ainda que venham dias nublados, teremos a capacidade de esperar, de apreciar a experiência, e até mesmo valorizar esses dias..afinal, "se não há sol, se estou só, Te enxergar"...

Rumo aos melhores dias de nossas vidas! Rumo aos dias sem medo.


Inocente

"Numa fração, numa estação, te esperar
Quando não tem, não há ninguém, confiar
Toda aquela nuvem, sombra só pra eu duvidar
Mesmo que eu me esconda ainda assim vou te encontrar
Se não há sol, se estou só, te enxergar
Quando eu já sei o que eu não sei, te escutar
Toda aquela onda, gente sem saber parar
Seja eu inocente pra não decidir pecar"

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qDmr1vzQi4o

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

pessoas reais

Nesses últimos meses, eu e o Lucas temos experimentado o significado do amor radical. Queria compartilhar, porque afinal, muita gente pensa que a batalha vem sem nenhuma luta, ou que somos pessoas sem problemas e que, por isso, vivemos sorrindo, como se nada nos afligisse. 

Mas o compromisso é com a verdade, e não com a alegria que um Facebook pode transmitir. E amigos, se querem saber o que acontece mesmo, podem ter certeza que "o choro é melhor que do que o riso insano, pois se faz melhor ao coração", como diz a música do meu amigo Diego.  E desse lado, a gente chora muito. Somos pessoas reais.

Parece que quanto mais a gente repara sobre o que somos; quanto mais a gente entende que a maior parte dos nossos pensamentos são cheios de uma arrogância e têm um egoísmo- velado na maior parte dos cristãos...e isso é até pior, porque nos torna hipócritas sem que nem percebamos- a gente compreende que somos todos farinha do mesmo saco, e que carecemos em muito da misericórdia do nosso Senhor Jesus. 

Eu via, criticamente, todos os dias pessoas fazendo mal pras outras. Eu torcia o nariz pra algumas atitudes. Um dia desses me senti até melhor do que um pessoal porque, afinal, "eu não sou assim de fazer mal para os outros", e reparei que esse sentimento revelava dentro de mim um lado feio de espantar. "Meus julgamentos não seriam, afinal, tão nocivos, tão maus e tão arrogantes quanto as atitudes das pessoas que eu observava?", pensei.

A parte boa foi que ao tirar de mim o peso das estrelinhas de boa conduta, e me ver como todo mundo, eu comecei a entender algumas verdades que não faziam muito sentido pra mim. Na verdade, só faziam sentido quando eu usava pra pensar em alguém, mas que eu achava que não se aplicava a mim...."pobre de mim!"

Mas eu entendi o que Paulo diz sobre "o poder de Deus se aperfeiçoar na fraqueza". E se há alguma coisa boa nisso tudo é somente o fato que por causa disso eu posso sempre estar perto de Deus, deixando Ele me ensinar a fazer as coisas de um jeito mais sincero, mais honesto e transparente. E eu posso olhar para o meu semelhante (e essa palavra faz cada dia mais sentido!) com mais amor e mais carinho.

Lembrei da história daquela mulher que derrama perfume nos pés de Jesus, beijando-os e lavando-os com suas próprias lágrimas. (Lucas 7:36-50) . Essa passagem me comove muito. Sabe quando a gente tem um problema muito grande pra resolver e aí a gente encontra uma solução? Acho que quando essa mulher conheceu Jesus, ela teve essa sensação de que solução para TUDO na sua vida estava ali bem na frente dela, e por essa razão não viu quem estava ao seu redor, nem mediu se sua atitude era "socialmente aceita", "socialmente correta"; não observou os bons costumes. 

E Jesus? Deixou ela ir até ele. Sem melindrar posturas; sem constrangê-la; sem afastá-la; sem dizer que ele era "o filho de Deus" pra tirar vantagem ou pra humilhá-la. Quantos de nós, em algum cargo ou em alguma posição de destaque, não deixamos a desejar? Quantos de nós, não olhamos pra alguns sucessos em nossas vidas, e buscamos superioridades em relação a outras pessoas?

Eu tenho algumas lembranças que cortam meu coração. É difícil a gente se perdoar, inclusive. É difícil entender como Deus nos perdoa e continua abençoando nossas vidas?! E é notando nossa total incapacidade é que a gente entende o sentido do perdão, o que a mulher do perfume sentiu e o significado do "favor imerecido" que Deus nos presta sempre que vem um novo dia.

Bom, então, ouvi os versos da música abaixo e quis compartilhar.

"Teus olhos revelam que eu
Nada posso esconder
E que não sou nada sem Ti
Oh fiel, Senhor
Tudo sabes de mim,
Quando sondas o meu coração
E tudo podes ver, bem dentro de mim
Leva minha vida a uma só verdade
Que quando me sondas nada posso ocultar
Sei, que Tua fidelidade
Que leva minha vida mais além
Do que eu posso imaginar

Sei que não posso negar
Que os Teus olhos sobre mim
Me encha da sua paz"

É isso, amigos.......eu queria compartilhar que temos buscado conhecer melhor a graça e o perdão desse Deus incrível que conhece a fundo nosso coração; que sabe quem somos de verdade- ainda que a gente, às vezes, finja ser outra pessoa- e nos aceita, ama e transforma nosso coração.

Esse é o único encantamento da minha vida. Todo o restante das coisas parecem muito velhas ou repetição de ciclos. Ultimamente é que eu tenho entendido o que significam boas-novas, num "mais do mesmo", mundo totalmente igual. E isso "me quieta, me suspende"; me deixa feliz como uma só verdade poderia. 

ps. nosso casamento está chegando. Faltam apenas 2 meses. Temos vivido alguns milagres; temos pedido que Deus aperfeiçoe o nosso amor. Temos aprendido coisas novas.

ps2. queria registrar aqui que esses ensinamentos não vem das nossas próprias pesquisas, rs! Reina e Patricia, vocês fazem parte dessas descobertas! Vocês tem abençoado muito nossas vidas, queridos. Obrigada por nos contagiarem com essa busca pelo que é mais importante e louco!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

manifestação

Entrei no elevador, e moça começou a se queixar naquele dia. Os meninos andam confeccionando bandeira de revolução, de paz no pátio ali da frente; todos colocaram camisa branca para logo à noite irem para rua. "Agora a rua é do povo", andam dizendo!
Aquela moça, que todos os dias limpava os banheiros sujos daquele lugar, disse de forma legítima: "se a rua é da gente, porque não olham gentis pra gente quando andamos pela zona sul? por que não dão bom dia quando entram no banheiro? Por que não agradecem quando saem do elevador?".
Sobre isso eu não pude dizer nada a respeito das manifestações, mas que foi uma reflexão que eu não havia me deparado com meus professores cientistas políticos, foi.
A impressão que eu tive daquele dia é que a rua foi do povo naquele dia, sim. Por isso, a razão da euforia de tantas gentes. Que aquela moça exagerou a minha visão da realidade...ah, ela aumentou os rebuliços de dentro desse coração!
Vivo na zona norte. A rua é minha também. Mas que eu não me sinto nem parte nem dona, quando chego num certo pedaço do Rio de Janeiro, isso é latente. Dia desses Lucas e eu fomos num lugar, e um colega nos perguntou, porque saímos de tão longe para estarmos ali. Dissemos, "não achamos tão distante, na verdade..e sentimos vontade de estar/permanecer aqui". Ele: "é que o pessoal daqui não está habituado a fazer o sentido inverso. Por isso acho distante". E se havia alguma dúvida de que a rua não é de todo mundo....foi naquele dia e no dia da moça que limpa o banheiro. Será mesmo que as pessoas querem que a rua seja de todo mundo?
Vejo com olhos otimistas essas manifestações, mas que está para surgir novas formas de empoderamento; novos sentimentos por parte daqueles que estão ali  por razões levianas (mas não cabe a mim dizer o que seriam as causas levianas), novos engodos midiáticos pra cima do pobre (que sempre saem- violentos- na pior)...isso a gente pode esperar, porque é tão certo quando o céu que vai estar sobre nossas cabeças amanhã.
De toda forma...ouvir essa moça só me fez pensar em uma coisa: a mudança precisa começar partindo da gente. Nossa atitude em relação ao outro precisa mudar. A gente precisa aprender a olhar o mundo.

Não, colegas, eu não acredito que vocês terem passado um semana de tardes pensando em mudar o mundo, vá realmente mudá-lo. Eu acredito que mudar o mundo é uma coisa que a gente faz todos os dias. Parando de falar mal dos outros, parando de excluir as pessoas, parando de se preocupar se sua nota no artigo de final de período vai ser maior ou menor do que as notas dos outros...etc

Eu não acredito que a mudança possa acontecer, sem uma mudança do pequeno, no "ínfimo". É basicamente isso. Mas tem muita coisa pra ser dita e pensada. Não se esgota o assunto na simplicidade desse tom.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Para Luiza. Sobre sua primeira gargalhada.

Hoje minha amiga Leandra    [amiga de infância, de play, de pique, de cabelos bagunçados, de chiquititas, de franjinha e short-saia, de canela machucada, de andar de patins, de filmes de terror, de adolescência, de aprender a usar maquiagem (ela...eu não!), de segredos, de confidência, de brigar comigo pra eu me arrumar melhor, de brigar comigo porque desde muito tempo eu sou chata, de eu brigar com ela porque ela é uma nega muito da atrevida (haha!), de insistir que all star não é o único calçado da terra, de sonhos compartilhados, de pesadelos compartilhados, de calça rosa e amarela dela e meus macacões, de fazer música sobre pinguins, de viagens de férias, de pagar gorilas, de dormir muito tarde fazendo fofoca, de dar risadas até mandarem a gente ir dormir, de fase adolescente, de fase adulta, de beijoca na barriguinha de grávida(dela),  de ajuda com coisas de casamento(meu), de orações em dia de prova de vestibular, pra arranjar namorado, pra ter um marido legal, por trabalho, parto, familia..tudooooo!],


brindou meu dia com uma notícia incrível! Luiza, nossa pequena princesinha, que segunda completa 3 meses, deu sua primeira gargalhada.

Não podia deixar de registrar essa alegria em algum espaço. É engraçado que essas coisas passem de nós. Já fomos bebês um dia. Todos nós! Já demos nossa primeira gargalhada alguma vez. A da Luiza vai ficar guardada com a gente no coração pra um dia ela se lembrar também. Um dia a Luiza vai ser grande e vai saber que a gargalhada dela foi a coisa mais extraordinária do dia da titia, porque essas coisas são sim milagres diários.

Um brinde às primeiras gargalhadas! Um brinde à Luiza e seus futuros dentes!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

já faz tempo..

Já faz um tempo, é verdade, que eu não visito meu próprio blog. Eu tenho escrito, sim, mas para mim mesma em caderninhos e folhas de papel avulso. Uns eu jogo fora. Outros eu tento consertar como se dando um jeito numa letra, eu estivesse consertando minhas próprias ideias.

O que me traz aqui, contudo, é o desejo de compartilhar.Vez ou outra, sinto essa vontade. As folhas do caderno emprestam aos meus raciocínios a vastidão do céu. Uma folha em branco, bem ouvi dizer certa vez de um amigo, que são um mar de possibilidades para eu me perder e, por essa mesma razão,  me encontrar. Centenas de milhares de palavras combinadas com ou sem sentido para mim- ou para quem ler- podem ser desperdiçados, pois se há um privilégio em usar as palavras é sua inesgotabilidade de encaixes; não daria tempo durante a vida de conhecer o que ela é de verdade. Mas de tanto se esforçar, de brincar, de brigar com as palavras, a gente toca um pouco do seu infinito, e se encanta.

Por essa razão é que retorno a este espaço tão pequeno, tão meu. Tão permeado de coisas gerais e patéticas. Tão recheado de particularidades do meu próprio mundo- pois tenho uma facilidade absurda de achar profissão para lagartixas, ciúme para girassóis e margaridas e conversa fiada para formigas, já provei. Fui ensinada na escola do seu Manoel desde quando me bati com as Letras.

Aliás, foi lá que tudo começou a fazer sentido. Fez sentido o direito e suas lacunas; fez sentido o sertão do meu coração; fez sentido o plural de que não é sertão, mas sim Sertões, e que "viver é muito perigoso". Fez sentido saber um lugar de valorizar abandonos, e neles ver brotar
jardins incríveis; e entender que flor leva um tempo pra desabrochar; que borboleta faz força para sair do casulo, e que tudo que é natural tem selvageria, tem dor, tem vida e mistério, a gente é que tenta dizer que não com a nossa forma sintética de re-construir o mundo.

Por essas coisas, voltei aqui.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"E as coisas inúteis servem para poesia"

Estava arrumando algumas caixas no armário essa semana, e em uma delas, nomeada "Presentes", encontrei coisas engraçadas!

Encontrei cartinhas da época da escola que meus amigos me escreviam, e presentes engraçados, como um "vale-presente" escrito num guardanapo, um origami, uma flor pintada em madeira, um elefantinho de cerâmica, muito pequenininho....uma tampa de caneta verde muito mordida...um bracinho de um boneco que uma amiga desmembrou e deu uma parte pra cada amigo....rs! Ingressos de filmes, teatro, mais cartas, poesias! Aviãozinho de papel, barquinho de papel e uma quantidade infinitas de conversas de aula no colégio, da faculdade, cursos. O leitinho do Blur exposto na minha escravinha. Um vale wi-fi do Mc Donald's!!! Desenhos, muitos desenhos! "Eu sou a rainha das inutilidades", - pensei.

Mas não é verdade que as coisas úteis, depois que cumprem seu papel se vão? "E as coisas inúteis servem para poesia". Começo a reparar que sou a comprovação viva disso, rs!

Para os meus amigos extraordinários, que sempre deixaram suas marcas em presentes de desaniversários, lembretes afetuosos e que desejaram prolongar a companhia nessa vida bandida (rs!), eu quero dizer que vocês moram no meu coração, e sei reconhecer o momento de cada uma dessas aparentes "quinquilharias", como se estivesse vivendo hoje o momento.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sem vaidade


Sem vaidade- 
(crombie)
Ao dia que passa
esperança no amanhã
Aos livros ainda não lidos
desapego às coisas vãs
À falta do céu estrelado
Luzes sobre o mar da cidade
Ao coração apertado
alívio na eternidade
Às lindas cantigas cantadas
ouvidos agradecidos
Ao silêncio que sopra
vento com som de riso
Muitos sonhos por realizar
mas ainda temos pouca idade
Com a terra que sujou a calça
vivemos sem vaidade...