sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

por uma questão(2)


Eu acho que o nome desse post deveria ser "de quando anulam uma questão", mas para manter a fidelidade com o objeto, e a identificação dos que leram o post anterior, eu quis mantê-lo.

Tenho experimentado sentimentos difíceis de digerir, de mensurar, de entender. Passou um mês e uns tantos de dias, desde quando eu vi que não consegui ir para segunda fase. Os problemas, as reflexões, e os medos, apenas mudaram de intensidade. E no fim, eu percebi que todas as coisas ocorreram como precisavam acontecer, digamos assim.

Pois bem, anularam a questão, para minha surpresa. Eu poderia ser durona e omitir como me senti em relação a isso, mas se um dia eu expus aqui como me senti em relação aquela questão, gostaria de compartilhar, como me senti em relação a anulação. Eu poderia expressar com apenas uma palavra, e acho que a maior dificuldade consistiria em escolher essa única palavra. De toda forma, demorei bastante para publicar este texto, o que quer dizer que pensei bastante na palavra que eu usaria. A palavra é "cuidado". E me refiro ao cuidado de Deus com uma vida frágil. Acho que os amigos sabem que é a palavra adequada, e devem estar rindo, lendo essa última frase, por entenderem que se trata exatamente disso.

Andei falando com Deus durante esses dias. Acreditem, eu não poderia deixar de falar Dele neste Blog. "Foi mal aí" quem acha que não podemos misturar as coisas. A questão é que quando você dorme e acorda vivendo de uma certa maneira, não há como isso não estar impresso em você, na sua maneira de ver o mundo, e de falar as coisas. E sim, Deus está em tudo o que eu penso. Seja na minha maneira de encarar a vida, os problemas, seja nas matérias que aprendo na faculdade, ou nos fatos menos interessantes do dia-a-dia.

Era necessário explicar, mas quero me ater àquela questão, que me tirou tanto o sono, porque no fim, eu percebi que ela mudou meu jeito de ser, e de encarar as situações, e gostaria de citar a frase que eu mencionei de que "os fortes nem sempre ganham a guerra e os velozes nem sempre vencem a corrida", e eu mencionei também que nada fazia sentido.

E de fato, não faz sentido nenhum para nós que temos a visão de uma pequena parte do todo. O que eu vi nisso tudo, e durante todo esse tempo, foi apenas uma coisa: o cuidado e o amor de alguém que me conhece muito bem, para me fazer prestar atenção a certas coisas que eu só entenderia mexendo comigo desse jeito. E o zelo com um coração pequeno diante do que é imenso no mundo. Eu que me achava o forte ou o veloz, pude enxergar minha pequenês, e principalmente o favor imerecido derramado em forma de graça, verdade, e paz. Milagre é quando não podemos mais fazer nada, e alguém nos mostra que havia sim um jeito de fazer, só que nunca chegaríamos ao resultado sozinhos.

Com essa questão, eu passei para segunda fase. Foi isso o que aconteceu. E pela segunda fase, eu virei advogada. Eu me sinto muito feliz pelo resultado. Mas não somente pelo resultado...eu me sinto muito feliz porque sei que cheguei nele com Deus perto de mim.

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