sexta-feira, 2 de março de 2012

cansada de novas versões

Eu nem bem terminei de baixar um programa de computador, e no dia seguinte, eu recebo uma sugestão de atualização para nova versão. Aliás, eu acho essa questão de sugestão interessantíssima. Quem sugere? Quem pediu sugestão? É a entidade internet alguém que sabe exatamente o que não estamos precisando para nos dizer que nossa vida pode se tornar mais extraordinária se começarmos a usar, comprar, participar de coisa e tal?

Tenho andado um pouco cansada das coisas novas. Não por resistência a aceitar o novo(apesar da alma empoeirada, rs!). Eu nem tenho essa opção: na minha profissão todo ano ano, ou pelo menos de 6 em 6 meses, preciso comprar um código novo, porque as leis mudaram. Bom, esse post pode parecer mimizante, mas vale o questionamento: por que coisas novas toda hora? Essa situação de novidade me soa mais a época da escola, com aquelas modinhas retardadas, as quais nunca me enquadrei.

Sério, eu não dei "feliz aniversário" para o RJ ontem, eu não curto memes, não gosto de UFC, não me importo com a Luíza que voltou do canadá, nem sinto afeto pelo Wando(no dia que ele faleceu, todos pareciam ser fãs dele há séculos). Ah, eu também não curto Exaltasamba(que do nada as pessoas passaram a idolatrar, e de repente ficar tristes com o término dele, que nunca termina), e sério, a onda cult do pessoal falando do Oscar no Twitter, como se fossem críticos do cinema alternativo, aclamando o Woody Allen, já deu, né? Ah, tem os crentes descolados que agora querem denunciar tudo de errado que há em sua própria religião para mostrar como são conscientes e pensantes. E como eu poderia esquecer das milhares de mensagens sobre preconceito e homofobia? As próprias pessoas tem transformado coisas importantes em sentimentos banais, e cristalizado indiferença.

Estou cansada dessa coisa rasa e superficial dos dias de hoje. A novidade não permite que as pessoas pensem no que elas estão se tornando, no que elas estão falando, no que elas estão fazendo. Eu não quero saber o que pessoa tal ou qual está fazendo, se ela vai tomar banho, ou se ela vai jantar. Sinceramente, o mundo não precisa saber. O mundo não está interessado. Aliás, as pessoas só falam o que vão fazer para mostrar um lado interessante de suas vidas desinteressantes, e pouco conversam entre si. Se você quer conversar sobre alguma coisa, de verdade, é provável que você sinta como as pessoas tem se tornado escorregadias com relação ao que é feio e triste no mundo.

Enfim, eu vou poupar o tempo de vocês com essas ladainhas, mas queria desabafar sobre a minha insatisfação com a tirania das novidades, que nunca são novas. Eu não sei porque eu ainda escrevo, sabe? Ainda não fechei uma idéia sobre essa coisa de ter blog, mas assim que eu tiver certeza, permaneço ou desligo essa coisa. Ultimamente aquela coisa de não dar a resposta certa na sala de aula, e deixar os outros falarem tem reverberado por aqui. Sim, o blog foi uma tentativa de levantar o braço na aula, e falar o que eu imaginava, mas não estou certa se é ou não a coisa mais sensata.

Enquanto não deleto....bjos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Férias, Origamis & Fotografia- tudo meio torto


Estou de férias. Sempre sinto aquela vontade de fazer não se o quê, acompanhada da preguiça de levantar, e ainda do pensamento de que não é necessário fazer nada. Eu fico em paz, olhando para o teto, ora não pensando em nada,- nada mesmo- ora só planejando o que eu deveria estar fazendo.

Agora, com a companhia de um Kindle, venho lendo sem parar. Já se foi um, agora outro, e daqui a uns dias, mais um pouco. Eu tenho visto séries, eu tenho ido a lugares bonitos, eu tenho tido uma otite e desenvolvi um quadro alérgico próprio de pessoas que nunca vão à praia ou piscina, mas que agora resolveram aproveitar, por sua própria vontade.

Tenho andado encantada com Tsurus, mas não consigo fazer. Então, aprecio. Já até comecei a ver tutoriais na internet, por recomendação de uma amiga. Ela foi mais longe do que eu, inclusive. Comprou papéis e tudo mais. Se eu pudesse, penduraria uma porção deles em vários lugares da casa. Taí, um bom plano para Niterói. Enquanto, tento os origamis, estou numa de ouvir canções de Ella Fritzgerald, e Billie Holiday. Elas tem se encarregado de embalar esses dias tranquilos com suas vozes impressionantes. É, uma hora ou outra a gente deixa o Direito um pouco de canto para pensar em outras coisas, especialmente em férias!

Eu ainda estou vendo uma forma de conciliar o que escolhi fazer da vida com a arte, que faz mais parte do que eu sou, do que o Direito propriamente. Eu tenho clicado um monte por aí, aperfeiçoando fotografia. De verdade? Isso me faz muito feliz. Passo horas a fio observando daqui e dali que imagem eu gostaria de ver quando eu tivesse, quem sabe, meus 70 anos. Ontem passei por uma casa, que eu e minha irmã sempre comentamos como é bonita. Parei por perto, vi a luz batendo nela, respirei(ainda que o desvio de septo dificulte isso em uns 40%), e senti um pouco ter deixado a Diana em outra mochila, minha companheirinha de momentos assim. Ah, e dia 24 começo um curso para aprender algumas coisas, que eu sempre tive curiosidade de entender sobre iluminação! Agora, sim, vai ficar bonito!

Minhas fotos tem aquela coisinha imperfeita, meio tortinha, talvez...o que uns e outros torceriam seus narizes, e teriam um discurso preparado. Mas, esse momento de registrar pelos cantos onde passo, me faz tão feliz! Já foi o tempo que eu não me arriscava porque achava que os que sabiam mais do que eu iriam criticar, o tempo das inseguranças. Inclusive, os comentários são sempre tão bem-vindos, quanto sinceros. O coração aberto para aprender, me traz satisfação em ouvir qualquer coisa sobre fotografia(até chiados, rs!). Eu tenho em mim a humildade de compreender que esse tempinho mágico é só meu. É como aquele poeminha mal feito que a gente escreveu na sexta série, sabe? Tortinho, mas feliz. O importante é não se preocupar, coisa e tal.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

por uma questão(2)


Eu acho que o nome desse post deveria ser "de quando anulam uma questão", mas para manter a fidelidade com o objeto, e a identificação dos que leram o post anterior, eu quis mantê-lo.

Tenho experimentado sentimentos difíceis de digerir, de mensurar, de entender. Passou um mês e uns tantos de dias, desde quando eu vi que não consegui ir para segunda fase. Os problemas, as reflexões, e os medos, apenas mudaram de intensidade. E no fim, eu percebi que todas as coisas ocorreram como precisavam acontecer, digamos assim.

Pois bem, anularam a questão, para minha surpresa. Eu poderia ser durona e omitir como me senti em relação a isso, mas se um dia eu expus aqui como me senti em relação aquela questão, gostaria de compartilhar, como me senti em relação a anulação. Eu poderia expressar com apenas uma palavra, e acho que a maior dificuldade consistiria em escolher essa única palavra. De toda forma, demorei bastante para publicar este texto, o que quer dizer que pensei bastante na palavra que eu usaria. A palavra é "cuidado". E me refiro ao cuidado de Deus com uma vida frágil. Acho que os amigos sabem que é a palavra adequada, e devem estar rindo, lendo essa última frase, por entenderem que se trata exatamente disso.

Andei falando com Deus durante esses dias. Acreditem, eu não poderia deixar de falar Dele neste Blog. "Foi mal aí" quem acha que não podemos misturar as coisas. A questão é que quando você dorme e acorda vivendo de uma certa maneira, não há como isso não estar impresso em você, na sua maneira de ver o mundo, e de falar as coisas. E sim, Deus está em tudo o que eu penso. Seja na minha maneira de encarar a vida, os problemas, seja nas matérias que aprendo na faculdade, ou nos fatos menos interessantes do dia-a-dia.

Era necessário explicar, mas quero me ater àquela questão, que me tirou tanto o sono, porque no fim, eu percebi que ela mudou meu jeito de ser, e de encarar as situações, e gostaria de citar a frase que eu mencionei de que "os fortes nem sempre ganham a guerra e os velozes nem sempre vencem a corrida", e eu mencionei também que nada fazia sentido.

E de fato, não faz sentido nenhum para nós que temos a visão de uma pequena parte do todo. O que eu vi nisso tudo, e durante todo esse tempo, foi apenas uma coisa: o cuidado e o amor de alguém que me conhece muito bem, para me fazer prestar atenção a certas coisas que eu só entenderia mexendo comigo desse jeito. E o zelo com um coração pequeno diante do que é imenso no mundo. Eu que me achava o forte ou o veloz, pude enxergar minha pequenês, e principalmente o favor imerecido derramado em forma de graça, verdade, e paz. Milagre é quando não podemos mais fazer nada, e alguém nos mostra que havia sim um jeito de fazer, só que nunca chegaríamos ao resultado sozinhos.

Com essa questão, eu passei para segunda fase. Foi isso o que aconteceu. E pela segunda fase, eu virei advogada. Eu me sinto muito feliz pelo resultado. Mas não somente pelo resultado...eu me sinto muito feliz porque sei que cheguei nele com Deus perto de mim.

domingo, 27 de novembro de 2011

Feel like I travel but I never arrive...

Thrive- Switchfoot


"Been fighting things that I can't see in
Like voices coming from the inside of me and
Like doing things I find hard to believe in
Am I myself or am I dreaming?

I've been awake for an hour or so
Checking for a pulse but I just don't know
Am I a man when I feel like a ghost?
The stranger in the mirror is wearing my clothes

No I'm not alright
I know that I'm not right
A steering wheel don't mean you can drive
A warm body don't mean I'm alive
No I'm not alright
I know that I'm not right
Feels like I travel but I never arrive
I want to thrive not just survive

I come alive when I hear you singing
But lately I haven't been hearing a thing and
I get the feeling that I'm in between
A machine and a man who only looks like me

I try and hide it and not let it show
But deep down inside me I just don't know
Am I a man when I feel like a hoax?
The stranger in the mirror is wearing my clothes

No I'm not alright
I know that I'm not right
A steering wheel don't mean you can drive
A warm body don't mean I'm alive
No I'm not alright
I know that I'm not right
Feels like I travel but I never arrive
I want to thrive not just survive

I'm always close but I'm never enough
I'm always in line but I'm never in love
I get so down but I won't give up
I get slowed down but I won't give up

Been fighting things that I can't see in
Like voices coming from the inside of me and
Like doing things I find hard to believe in
Am I myself or am I dreaming?

Am I myself or am I dreaming?
Am I myself or am I dreaming?
Thrive, thrive, thrive, thrive!

No I'm not alright
I know that I'm not right
A steering wheel don't mean you can drive
A warm body don't mean I'm alive
No I'm not alright
I know that I'm not right
Feel like I travel but I never arrive
I want to thrive not just survive
I want to thrive not just survive

Feel like I travel but I never arrive
I want to thrive not just survive
I want to thrive not just survive
I want to thrive not just survive
Feel like I travel but I never arrive
I want to thrive not just survive"

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Brisa. (é vivi)





Quase tudo o que há de mais leve:

"...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós."- Manoel de Barros

Dispensa tecer qualquer observação que seja. Às vezes eu acordo pensando nessas palavras, e quando vejo, me manoei, rs! Venho me debruçando nessas despreocupações, e pensei que seria bom compartilhar.






segunda-feira, 7 de novembro de 2011

por uma questão



Inspirada a seguir, durante uma aula(aula de Tributário, com Prof. Pedro Barreto)...aí vai um post para recarregar as baterias, rs!).


"feche meu livro, se por agora, não tens motivo nenhum para pranto"...(ninguém é obrigado a ler desabafos).

Não que eu tenha ficado feliz, e muito menos que tudo tenha sido pacífico e resignado. Em princípio se instala uma dor de ver os sonhos outrora projetados se desmoronando um a um. Você se vê programando o futuro, o dia-a-dia, e até as palavras de gratidão por cada momento sofrido, achando que o sucesso esperado, seria a recompensa pelas horas abnegadas. E a isso tudo a palavra gratidão estaria perfeitamente empregada, como a cereja no topo do bolo.

Infelizmente, não foi bem assim que as coisas aconteceram. Foi meio decepcionante ver as paredes desmoronando a minha volta. Uma questão levou coisas que ainda não existiam, ou melhor- as pessoas nem usam mais "ou melhor", dane-se -, que só existiam dentro da minha cabeça, e no instante de contar e recontar a prova, eu só conseguia pensar que uma questão era tudo, era muito, era o fundamental para se dar mais um passo.

A sensação é a de ver um copo de vidro caindo no chão e se espatifando em um monte de pedacinhos. Você fica, logo depois, imaginando como teria sido se você não tivesse se descuidado tentando equilibrar o prato, o copo e o paninho. Que por causa daquela droga de mania que se tem de achar que vai conseguir equilibrar tudo, você deixou cair e agora...tem que comprar outro. Se for um copo de estimação do betty boop da sua irmã, então, ferrou-se...

Eu falei com alguns amigos, que essa situação me lembra aquela música " a vida sem freio/me leva/me arrasta/me cega/ no momento em que eu queria ver/ o segundo que antecede o beijo/ a palavra que destrói o amor/quando tudo ainda estava inteiro/ no instante que desmoronou"...é exatamente isso...a sensação que se tem quando uma mínima coisa influencia em coisas que consideramos enormes(quando, na realidade, talvez elas sejam do mesmo tamanho).

O problema é que vem alguém e diz que uma questão não é nada, não se prova nada com isso, e que você pode tentar outra vez, daqui a três meses, e só (o que não deixa de ser verdade). Contudo, passar por tudo outra vez, fazer tudo de novo, pensar tudo de novo, andar todo o percurso, é um tanto quanto desesperador, e no "outra vez" para alguém que se entedia com tamanha facilidade, não há alento!

Algumas pessoas diminuem, e dizem: "é só uma prova! Não sofra com isso. Há sofrimentos maiores do que esse. Você não entende nada dos sofrimentos da vida." Céus, não peço que leiam este blog! Se seguirmos sempre pensando no que existe de pior nos sofrimentos dos outros, sem vivermos os nossos próprios, que vida teremos? A dos outros, ou a nossa própria? Cada um tem seu próprio calvário. Sim, a gente passa a resignificar os nossos sofrimentos, quando olhamos para o lado, e aprendemos com os sofrimentos maiores(porque enxergamos danos maiores), concordo. Mas sem olharmos para dentro da gente, como chegar a qualquer conclusão que seja? Não antecipem as respostas, por favor.... pode parecer insensível, mas creiam, eu vejo sim os sofrimentos que não são só os meus (não fosse isso, eu não creria em Jesus, e isso não influenciaria a minha vida, nem determinaria meus passos).

Contudo, foi necessário sofrer por aquela questão. Com ela refleti. As pessoas se antecipam em consolar, mas ninguém sabe a vontade de Deus, então prefiro apenas um abraço dado de forma sincera, do que muitas palavras que não significam nada na hora em que está sentindo a tristeza. Entendo o amor e a preocupação precoce, mas eles sufocam às vezes.

Abaixo, se quiser continuar, compartilho o que aprendi com a coisa toda da "uma questão".

Eu aprendi que(não é auto-ajuda, nem receita de bolo. Só um desabafo, já que esse espaço é meu. Você nem precisa continuar lendo):

1- é necessário parar de agir como uma criancinha mimada, se esguelando por uma coisa que você não sabe se é o melhor, porque o futuro não é seu (nem meu). Um pai não dá uma bala para uma criança de 2 anos, porque sabe que ela não tem dentes para morder. A bala é gostosa, é doce...mas o que adianta morrer engasgado com ela? Ele dá no tempo certo, e isso pode demorar, mas vai ser bom. Deus dá as coisas que Ele sabe que a gente pode desfrutar. Ele é amor.

2- Ter em mente que prosseguir vai levar a algum lugar, e isso é melhor do que ficar parado.

3- que é necessário ter um fracasso em algum momento da vida

4-que nesses momentos a gente acaba tendo idéias que nunca teríamos em momentos normais

5-que querendo você ou não, o cara da cachaça passou sim, e você não. E nada do que você argumentar, vai mudar esse fato. E isso é lembrar que alguém chamado Salomão já tinha tido a brilhante constatação, que você não entendia muito bem, ou que você desprezava de certa forma: "os fortes nem sempre vencem a guerra, e os mais velozes nem sempre vencem a corrida". Não que eu me sinta veloz, ou forte...mas que o cara teve mais sorte do que inteligência, isso meu "animus invejandi" pode garantir, rs! Então, "parabéns para ele", e nada de desejar que ele morra engasgado com a bala, haha!

6- que Deus sabe o que está fazendo, e que por mais chocante que pareça o fato Dele não ter feito exatamente o que você quer que Ele faça, Ele não está parado sem trabalhar, você é que está paradão (inconsolável, chorando no seu sofá, lendo "os três mosqueteiros", rs!).

7- que quando você acha que seus planos estavam lindos, e minuciosamente arquitetados, sempre tem uma parede branca na frente, e nela pode começar a existir um desenho que você nunca havia imaginado que pudesse ser desenhado. E aí, você vê que sua imaginação é limitada, e que os planos estavam uma grande bosta. Afinal, como é que vai sair uma parada perfeita de alguém imperfeito? Vou dizer, repare mais na sua imperfeição, antes de se achar.

A hora é de lançar os alicerces(bases) para construir uma coisa boa. E perder, para algumas pessoas, faz parte do processo de lançar os alicerces.

8- ter consciência de que ter fé, ser grato e ter mais humildade no coração, faz de verdade você, e qualquer outra pessoa, muito mais feliz. Ah, mas só se isso for genuíno...porque se for para ter fé para ficar barganhando com Deus, ou ter aquela gratidão como quem diz "obrigada"quando ganha um par de meias da tia....esquece, isso não é gratidão, rs!

9- não duvidar de que se está indo para algum lugar.

10- quando você pensar que tudo se perdeu por uma mísera questão, pense em todo o processo, e o que se viu durante o caminho, porque eu ouvi coisas lindas, fiz amigos inesquecíveis, aprendi e aprofundei...e eu não sou mais a mesma pessoa, o que significa que seria ingratidão da minha parte dizer que eu perdi mais do que ganhei.

Bom, tem muitas outras coisas...mas você pode ler essas que foram as mais marcantes para mim.

um abraço,
Fê.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

silêncio


Poucas coisas são tão bonitas para mim quanto o silêncio. Assim, quando você está caminhando quieto, vem um pensamento e você começa a sentir o que é vivo, e que se está vivendo. Silêncio é como se do nada fosse aberta a possibilidade de notar com muita consciência que se está onde está. Dá para perceber as coisas com uma precisão absurda, que embora pareça dádiva, também se torna insuportável, porque na mesma proporção se pensa o oposto: o não existir mais. É estranho. É uma sensação de descolamento e vulnerabilidade no mundo, e das coisas, em separado, mas é bonito.