sábado, 8 de novembro de 2014

dias de difícil verbalização.

Fim de ano. É sobre isso que sinto vontade de falar, muito embora eu não saiba por onde começar. Geralmente os momentos turbulentos são assim, não é? Tiram nossa capacidade até mesmo de torná-los um pouco menos indizíveis. Tenho uma raiva particular aos momentos que eu teria muito a dizer, mas não consigo por pura dificuldade de costurar meus pensamentos, que são muitos e vem todos ao mesmo tempo numa carga tão explosiva que a compreensão do que está ocorrendo é quase impossível. Pedaços em forma de descontinuidades; um mosaico multicor de tristezas e alegrias, que não tenho como certo, onde/como começam nem onde/como terminam.

Há quem diga que é uma fase e que irá passar. Sei que desejo viver todos os dias de novembro, todos os dias de dezembro e todos os dias de janeiro. Aí sim, se não houver remédio, remediado está. nova fase, seguir em frente rumo ao novo(ou ao velho, conforme as opções e oportunidades se apresentarem num 2015, que eu sinceramente desejo que venha acompanhado de muita paz).

É estranho pensar, que tudo que acompanha nossa morte dia-a-dia, signifique também nossa vida (vice-versa). Penso estar vivendo de maneira realmente intensa cada dia da minha semana. Mas ao mesmo tempo, sinto que estou desperdiçando minhas energias, e quando olho já é dezembro, o que significa que mais um ano da minha vida se passou. Bom, é o curso normal das coisas, verdade.

Mas em 2015, sinto que essa vida só será bem vivida, assim que eu acertar o ponteiro; a direção. Viver todos os dias com Deus. Sinto e confesso, preocupadamente, que este ano não dei tudo o que eu podia de mim para Ele, e talvez seja essa a razão de sentir que não há eternidade naquilo que tem passado nos dias de 2014, exceto pelos momentos de felicidade clandestina que me transcendem e escapam às minhas urgências, me fazendo retornar ao ponto onde deixei de me importar com Deus. 

Acho que em síntese, esses foram os momentos mais felizes do meu ano; aqueles que Deus sorriu para mim, me lembrando que Seu amor não tem a lógica, a temporalidade nem a racionalidade desse mundo. Os momentos desse ano que eu pude ver isso - por iniciativa Dele, que é rico em amar e perdoar - senti a alegria, um temor real e uma tristeza de pensar em desperdício. Os momentos em que o busquei, vergonhosamente, confesso outra vez, foram formas interessadas de adquirir coisas, vencer situações que, sinceramente, não sei se eram as vitórias que Ele gostaria que eu quisesse. Mesmo assim, em todos os dias de 2014, Deus esteve comigo, e a única coisa que eu posso afirmar com toda sinceridade (e constrangimento) é que eu me sinto muito grata pelo amor e amparo desse Deus maravilhoso, e que não quero gastar meus dias com aquilo que não seja importante para Ele.

Será que eu consigo?


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